10ª Missão Empresarial Web Summit Lisboa: como transformar presença em negócios na Europa

O Web Summit Lisboa reúne, em quatro dias, o ecossistema global de tecnologia e inovação. Mas presença não é resultado. Neste artigo, entenda o que é o Web Summit, quem participa, o que acontece no evento e como a 10ª Missão Empresarial Web Summit Lisboa ajuda empresários brasileiros a transformar a semana em negócios na Europa.
Ir ao Web Summit é uma coisa. Sair de Lisboa com negócios encaminhados é outra
A edição de 2025 reuniu 71.386 participantes de 157 países e 1.857 investidores na FIL e na MEO Arena. Em 2026, de 9 a 12 de novembro, a escala será semelhante. Para o empresário brasileiro, não falta oportunidade. Falta método para aproveitá-la.
Este ano, a Atlantic Hub realiza a 10ª edição da Missão Empresarial Web Summit Lisboa. Quando organizamos a primeira, o ChatGPT ainda não existia e inteligência artificial não era assunto de palco principal. A tecnologia mudou quase tudo no evento desde então. Uma coisa, porém, continua igual: negócios são fechados entre pessoas que confiam umas nas outras. E isso depende de comunicação, conexão e networking bem conduzido.

O que é o Web Summit
O Web Summit é a maior conferência de tecnologia da Europa e uma das maiores do mundo. Nasceu em Dublin e, desde 2016, acontece todo mês de novembro em Lisboa, ocupando a MEO Arena e os pavilhões da FIL, no Parque das Nações. Não por acaso, foi também em 2016 que a Atlantic Hub nasceu, com o propósito de ser a ponte entre empresários brasileiros e o mercado europeu.
Ao longo da última década, o evento se consolidou como o ponto de encontro entre quem desenvolve tecnologia e quem decide como ela será usada nos negócios. E Lisboa, com seu ecossistema de inovação em plena expansão, se tornou o cenário ideal para isso.
Quem participa do Web Summit
Quem circula pelos pavilhões é, essencialmente, quem toma decisões no mercado de tecnologia: fundadores de startups, investidores, executivos de grandes empresas, equipes de inovação corporativa, representantes de governos e imprensa internacional. Na última edição, foram 2.725 startups expositoras, com forte presença de projetos ligados à inteligência artificial.
O Brasil está entre os países mais representados no evento. Vale lembrar que o Web Summit não é um festival aberto ao público: trata-se de um evento profissional, com acesso por credenciamento, e o inglês é a língua principal das palestras e das conversas.
O que acontece durante os quatro dias
A programação se divide em dezenas de palcos e trilhas temáticas simultâneas, com palestras, painéis e masterclasses. A inteligência artificial domina a agenda nos últimos anos, ao lado de temas como fintech, cibersegurança, energia, mobilidade e biotecnologia.
No pavilhão de exposição, startups apresentam seus produtos a potenciais clientes, parceiros e investidores. As mais promissoras disputam o PITCH, a competição oficial de startups do evento. E, quando os palcos se fecham, o Night Summit espalha encontros de networking por diferentes pontos da cidade.

Quem já foi sabe: o conteúdo de palco é só parte do valor. O que realmente acontece no Web Summit são as conversas nos corredores, nos eventos paralelos e nos jantares.
É exatamente essa escala, com dezenas de milhares de pessoas e agendas disputadas, que torna o método da Missão Empresarial Web Summit indispensável. E fica a pergunta: quantas oportunidades passam à sua frente simplesmente porque você não estava conversando com as pessoas certas?
O que é a Missão Empresarial Web Summit Lisboa
A Missão Empresarial Web Summit é uma imersão de negócios, tecnologia e inovação que conecta empresários, empreendedores e investidores brasileiros ao ecossistema português. Reconhecida como a maior missão empresarial do Web Summit Lisboa, acontece este ano de 8 a 13 de novembro. São seis dias organizados em torno de um objetivo: fazer com que cada participante aproveite a semana com foco, e não apenas com intensidade.
Na prática, a Missão Empresarial Web Summit se apoia em quatro frentes:
Curadoria estratégica. O Web Summit tem dezenas de palcos e trilhas simultâneas. A curadoria orienta o participante para os conteúdos mais relevantes ao seu negócio, com verticais que complementam os temas do evento.
Visitas técnicas. Encontros com instituições, hubs e empresas que fazem o ecossistema português acontecer, focados em networking e oportunidades reais de negócio.
Networking entre participantes. Happy hours e eventos exclusivos aproximam empresários de setores complementares, que viajam juntos durante uma semana e muitas vezes saem de Lisboa como parceiros.
Acompanhamento de especialistas. O time da Atlantic Hub e embaixadores do ecossistema luso-brasileiro acompanham o grupo, fazem apresentações e ajudam a traduzir o que é visto em próximos passos.
O que muda quando você vai com a Missão Empresarial Web Summit
O resultado aparece nos relatos de quem já participou. Empresários que já tinham ido ao Web Summit sozinhos costumam descrever a diferença da mesma forma: com a Missão Empresarial Web Summit, as conexões passam a ser qualificadas e a semana deixa de ser apenas inspiradora para se tornar decisiva. Para alguns, foi ali que nasceu a decisão de iniciar a operação na Europa.

Na Missão, você não depende da sorte. Você depende da estratégia.
O Web Summit é, antes de tudo, um desafio de comunicação
Em meio a milhares de empresas, o empresário tem poucos minutos para explicar quem é e por que um parceiro europeu deveria considerá-lo. E o interlocutor europeu decide com base em credibilidade, não em entusiasmo. Tom muito informal, superlativos e gatilhos de urgência, comuns em pitches brasileiros, reduzem a seriedade percebida.
Mensagem adaptada. A proposta de valor precisa ser reescrita para o contexto europeu, não apenas traduzida, com dados e resultados verificáveis.
LinkedIn atualizado. Depois de uma boa conversa, o primeiro gesto do interlocutor é pesquisar a empresa e o empresário. Um perfil incompleto desfaz a credibilidade construída pessoalmente.
Materiais objetivos. Um one-pager e um link para agendar reunião funcionam melhor do que um catálogo extenso. Na preparação para a Missão Empresarial Web Summit, vale revisar esses três pontos com antecedência.
Networking não é o mesmo que conexão
Networking é o contato. Conexão é a relação de confiança que nasce dele e continua depois do evento. Em Portugal, essa diferença pesa mais, porque os negócios são fortemente baseados em relacionamento e reputação. Uma apresentação feita por alguém de confiança abre portas que meses de prospecção fria não abrem.
Por isso, o objetivo não é falar com o maior número de pessoas, mas chegar às pessoas certas: o ecossistema português, empresários brasileiros que já operam na Europa e os próprios participantes da Missão Empresarial Web Summit, que frequentemente se tornam clientes, fornecedores ou sócios entre si.
Conexões que mudam empresas não acontecem por acaso. Acontecem quando você está no lugar certo, com uma apresentação feita por quem já tem a confiança do mercado.
Há ainda um efeito menos visível: as conexões feitas em Lisboa formam a prova social local da empresa. Cases brasileiros impressionam pouco um decisor português; referências construídas dentro do ecossistema europeu pesam muito mais.
Antes, durante e depois do Web Summit
Antes. Defina um objetivo claro: validar mercado, encontrar parceiros, falar com investidores ou contratar. Com ele, use o app do evento e o LinkedIn para mapear quem encontrar e agendar conversas.
Durante. Ouça mais do que fala, priorize a qualidade das conversas e registre no mesmo dia o que foi combinado. Encontros paralelos e visitas técnicas costumam render conversas mais profundas do que os pavilhões.
Depois. É a fase mais negligenciada. Um follow-up personalizado em até 72 horas transforma um contato em reunião. Sem ele, a maior parte das conexões se perde nas semanas seguintes.
Da presença ao resultado
Participar do Web Summit sem estratégia é como chegar a Lisboa com a passagem comprada e nenhum roteiro. A cidade continua lá, as oportunidades também, mas o empresário vê muito menos do que poderia.
Para quem estará conosco na 10ª Missão Empresarial Web Summit, a contagem regressiva já começou. É hora de revisar a mensagem, atualizar o LinkedIn e definir com quem vale a pena conversar. Nos vemos em Lisboa.
Este roteiro faz sentido para você? Fale com a Atlantic Hub
O Web Summit pode ser o ponto de partida, mas a internacionalização se constrói com método. Ao longo de dez anos, a Atlantic Hub estruturou jornadas para ajudar empresas brasileiras a criar o seu mercado em Portugal e na Europa.
O primeiro passo é estudar a aderência do seu produto ou serviço ao mercado português com o nosso estudo de mercado Market Fit. A partir dele, o programa Scale Out desenha a proposta comercial, as conexões com leads reais e o acompanhamento de campo.
Marque um momento conosco e vamos conversar sobre as melhores estratégias para você e sua empresa.
Forte abraço e até a próxima!
Sobre o autor,
Thiago Matsumoto – Especialista em internacionalização de negócios, auxilia empresas brasileiras a expandirem suas operações globalmente a partir de Portugal.
CMO e sócio da Atlantic Hub, responsável pela estratégia de marca e marketing auxiliando empresários e investidores brasileiros a entender o ecossistema empresarial Português, assessorando-os na internacionalização de seu negócio para a Europa a partir de Portugal.Co-Founder da COREangels Atlantic, Sócio da Conexão Europa Imóveis, Professor e palestrante, Mentor, Advisor.
Mestrando em Administração na UNINOVE, possui graduação em Engenharia Elétrica pela FEI , com MBA de Gestão Empresarial pela FGV.
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